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quinta, 17 de setembro de 2026
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Família de Fabíola: prisão de médico não foi precipitada

O médico foi preso na noite de sexta-feira (14) por determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri e passou por audiência de custódia na manhã de sábado (15).
Família de Fabíola diz que prisão de médico não foi precipitada
Fabíola Marcotti, de 51 anos, morreu na chácara onde vivia em Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal)

A família de Fabíola Marcotti, de 51 anos, afirmou que a prisão preventiva do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, não foi precipitada. Segundo os familiares, a detenção ocorreu após a análise dos elementos apresentados no curso da investigação.

Na nota enviada ao Campo Grande News, a família declara que Fabíola foi vítima de um cruel feminicídio. A convicção se deve às circunstâncias reveladas ao longo da investigação e aos elementos técnicos que colocaram sob sério questionamento a versão de suicídio apresentada inicialmente. Os familiares ressaltam que respeitam o devido processo legal, a presunção de inocência e o direito de defesa do médico.

A família cita os elementos periciais já divulgados, entre eles a ausência de sinais característicos de um disparo feito com a arma encostada ou à curta distância. O laudo necroscópico apontou que não foram encontrados vestígios típicos desse tipo de disparo, mas o exame não determinou quem efetuou o tiro nem concluiu se a morte foi homicídio ou suicídio.

Há um artigo do portal só sobre clínica de emagrecimento em São Paulo, com o detalhe que não cabe aqui.

Os familiares afirmam ainda que a investigação não ignorou divergências na versão inicial e que os investigadores buscaram confrontar os relatos com depoimentos, perícias e outros elementos. A família também menciona a suspeita de alteração da cena em que Fabíola foi encontrada. Conforme já informado, armas e munições teriam sido retiradas do local após a morte, circunstância analisada pela Polícia Civil.

Na nota, a família afirma que não busca vingança ou condenação pela opinião pública, mas a apuração completa das circunstâncias da morte. “Fabíola já não pode falar. Agora, cabe às provas falarem por ela”, diz o texto. Os familiares reforçam que confiam na investigação. “A família não busca vingança. Busca Justiça. Não pede condenação pela opinião pública. Pede verdade”, afirma a nota.

Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio na chácara onde vivia com o marido, no Jardim Veraneio. A ocorrência foi inicialmente tratada como morte suspeita, mas a Polícia Civil passou a investigar a hipótese de feminicídio após identificar inconsistências na dinâmica da morte. Durante as diligências, a polícia identificou indícios de possível fraude processual. Um armário com armas e munições teria sido retirado da casa principal após a morte e levado para outro imóvel da propriedade.

João Jazbik chegou a ser preso anteriormente por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, mas conseguiu habeas corpus e passou a responder pelos crimes em liberdade. A prisão preventiva foi decretada na sexta-feira (14), sem prazo determinado. Após a audiência de custódia, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem. A defesa pediu a revogação da prisão e solicitou que o médico fosse encaminhado para uma unidade compatível com sua idade e condições de nosso caderno de Saúde.

A defesa do cardiologista nega participação na morte da esposa e sustenta que ele colaborou com as investigações. O advogado José Belga Trad afirmou que o inquérito policial ainda não foi concluído e que não há processo judicial contra o médico. Segundo os advogados, também não houve denúncia do Ministério Público até o momento. Se a morte for confirmada como feminicídio, será o 12º caso registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.

Veja também: justiça mantém prisão de médico investigado por rombo de R$ 4 milhões.

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